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Informativo CEA

Margarida, Hilda e Isabel

Eu canto a glória das grandes santas,
Filhas do nosso Deus,
Que lutaram sempre com amor
Por Cristo, o Salvador.
Entre as santas de Deus houve nobres e rainhas,
Soldadas, juízes que tratam de leis...
Houve grandes doutoras e muitas heroínas...

Estas são algumas linhas do Hino 331, “Os santos de Deus”, do nosso Hinário Episcopal, adaptadas para as santas, naturalmente sem a preocupação com a métrica.

De fato, entre as santas de Deus houve pessoas de todos os tipos, classe social e dons. Falaremos aqui de três delas.

Margarida da Escócia, Reformadora e Testemunha Profética (16 de novembro)

Margarida

            Margarida da Escócia era de família da realeza da Inglaterra. Seu pai, Edward Atheling, era herdeiro do trono inglês, e sua mãe foi a Princesa Agatha da Hungria. A situação para sua família não estava nada propícia na Inglaterra. Por isso, ela própria, Margarida, nasceu no exílio, na Hungria, por volta de 1045. Dez anos depois a família retornou à Inglaterra, mas com a conquista normanda, foi forçada a procurar refúgio. Acidentalmente, ela e sua família acabaram ficando na Escócia. Daí que, mais tarde, Margarida se casou com Malcom III e se tornou rainha da Escócia.

            Como rainha, ela influenciou o reinado de Malcom, um rei que, antes dela, era rude e de pouca cultura. Ela influenciou reformas na Igreja na Escócia, e inspirou o marido e filhos a fazerem governos justos e santos. Através do marido, fez história na Escócia, principalmente nas questões eclesiásticas.

            Margarida lia a Bíblia para ele, oravam juntos, alimentavam os que tinham fome. Com muita fé, devoção, amor, compaixão, humildade, Margarida fez muitas obras, que incluem o cuidado e serviço aos órfãos e pobres todos dias antes de ela própria se alimentar, e lavava os pés dos humildes. Em sua devoção, se levantava à meia noite para a oração.

            Margarida fundou igrejas, monastérios, apoiou a construção de hospitais, e contribuiu para a restauração da Abadia de Iona. Também tornou possível a passagem para os peregrinos, através da balsa sobre o rio, para chegarem ao santuário de Santo André.

            Quatro dias depois de saber da morte do marido e do primeiro filho, abatidos em batalha, Margarida, chamada de “pérola da Escócia”, também falece, em 1093.

            Ela é padroeira das grandes famílias, da Escócia e das mães.       

Hilda de Whitby, Abadessa (18 de novembro)

Hilda

             Em 614 nasceu Hilda, filha de um nobre, sobrinha-neta do rei Edwin da Nortúmbria, um reino do norte da Inglaterra. Criada na corte, recebeu o batismo, assim como o rei, convertidos ao cristianismo por Paulinus, da missão romana à Inglaterra.

            Hilda tornou-se então religiosa aos 33 anos e dirigiu um mosteiro. Até que, ao receber do rei um terreno, fundou, em 657, um mosteiro duplo, para monges e freiras, no lugar que hoje se chama Withby. Seu mosteiro se tornou um dos principais centros religiosos de seu tempo na região.

            Hilda dirigia o mosteiro quando ali aconteceu o famoso Sínodo de Whitby, para discutir as divergências litúrgicas e administrativas que havia entre a Igreja de tradição celta e a de tradição romana na Inglaterra.

            Em Whitby, prevalecia a tradição celta, que muito considerava e valorizava a mulher, ao contrário da tradição romana. Na sociedade celta, as mulheres eram, em geral, tratadas com igualdade com os homens. Desta forma, era natural que na Igreja celta elas também tivessem posição de honra e dignidade.

            Segundo o Venerável Beda, em sua História Eclesiástica do Povo Inglês, um sinal precoce do brilhantismo de Hilda apareceu em forma de sonho. Na infância de Hilda, sua mãe teria sonhado com um “mais precioso colar” que brilhava sob sua roupa como uma chama de luz de glória. O colar representaria Hilda por sua vida que foi “um exemplo das obras de luz”.

            Em Withby, Hilda implantou um regime de observância estrita de justiça, piedade, castidade, paz e caridade. Lá ninguém era rico ou pobre, porque todas as coisas eram de todas as pessoas.

            Sábia e conselheira, Hilda era muito respeitada por todas as pessoas: uma mulher cheia de virtudes. Ela é considerada a padroeira do aprendizado e da cultura.

Isabel da Hungria, Testemunha Profética (19 de novembro)

Isabel

“Eu não posso ver meu Senhor com uma coroa de espinhos enquanto eu usar uma coroa de ouro.”

            Esta é uma frase atribuída à Isabel, filha do rei, princesa da Hungria, padroeira da Terceira Ordem de São Francisco, símbolo de caridade cristã.

            Isabel teve uma vida intensa. Nasceu em 1207, se casou aos 14 e ficou viúva com 20 anos.

            Após a morte do marido, ela fez votos de não mais se casar, quase como uma freira, e, como a família do marido, por interesses políticos, forçava-a a se casar, ela chegou a ameaçar cortar o próprio nariz para que nenhum homem se interessasse por ela.

            Dentre os seus feitos, sabe-se que construiu, com sua herança, um hospital, onde cuidava dos doentes diariamente. Também de sua herança e de sua casa, doava dinheiro, ornamentos e e outros objetos para os pobres, e em ilustrações ela aparece tecendo roupas para as pessoas necessitadas.
            Isabel é conhecida pelo milagre das rosas. Conta-se que um dia ela estava secretamente levando pães, envoltos em seu avental, para os pobres. Contaram a seu marido que ela estava roubando do tesouro do castelo para dar aos pobres. Ele a interpelou sobre o que ela levava. Mas o avental de Isabel, ao se abrir, fez cair rosas brancas e vermelhas. Acredita-se que Deus protegeu “as mãos que trabalham para alimentar os pobres”. Por isso, em igrejas há imagens de Isabel usando um avental que envolve rosas.

            Outro milagre atribuído a Isabel é do crucifixo em sua cama. Sua sogra teria ficado horrorizada por Isabel deixar um homem com hanseníase deitado em sua cama. Ao ouvir sua mãe, Ludwig, o marido, foi ao quarto e levantou o lençol. Mas o que encontrou foi um crucifixo em vez de um homem doente.

            Isabel suportou várias penitências e excessiva rigidez de disciplina, além de suportar as maldades dos membros da família de seu marido, especialmente após ficar viúva. É um exemplo de coragem, resistência e profunda fé, que a levaram a viver em pobreza, em seguimento de Jesus.

            Há uma canção que pede a ela, que soube seguir Jesus, que nos ajude a reconhecer no pobre a presença de Cristo, que nos ensine a amar com coragem, como ela amou com seu jovem coração, que nos mostre como repartir o que temos, com nossas mãos cheias de gratidão.

            Isabel, a nobre jovem mulher, mãe, esposa, destituída de egoísmo, cheia de generosidade, que se fez como Jesus e São Francisco e serviu os mais pobres e doentes, faleceu em 1231, com 24 anos.

            E para as santas de nossos dias, a parte final do hino, também adaptada para as mulheres:

Também existem em nossos dias
Santas do bom Senhor;
Elas vivem perto de Jesus
E levam sua cruz.
Elas andam nas ruas, na escola, no lar,
E estão nas igrejas e em todo o lugar,

Pois uma santa de Deus, qualquer uma pode ser,
E sempre com Deus viver.

 Revda. Carmen Kawano, Diocese Anglicana de São Paulo.

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