Informativo CEA

Jaci Maraschin - 30 de junho

  • Imprimir

Mon

Poeta, músico, escritor, professor, Maraschin emanava leveza, sensibilidade, música, poesia, cores. Há tantos outros atributos a essa pessoa querida, que não caberia aqui. E nesse dia nos lembramos dele com gratidão a Deus. Pessoa tão singular e surpreendente, fez contribuições inumeráveis e deixou sua marca indelével em nossos corações. Seu belo pensamento e sua bela personalidade e vida estão impregnados em seus escritos maravilhosos. Basta citar A Beleza da Santidade e O canto dos traços dos deuses fugitivos.

Irreverente e debochado, ao ouvir um padre dizer que na Igreja Romana, eles são ordenados para servir em qualquer de suas dioceses, disse que nós, anglicanos, somos ordenados para servir em qualquer Igreja de Cristo, mas a Igreja de Cristo não nos aceita. Também nos disse em uma aula que os luteranos têm Lutero como referência; os reformados têm Calvino; e no anglicanismo “tem um rei que a gente tenta esconder debaixo do tapete”.

Mas também nos ensinou a disciplina e o cumprimento de nossas obrigações. E, num mundo cheio de aparências e falsidades, nos disse que uma coisa importante no ministério é a simplicidade: vida simples. Vestia-se simplesmente. Para participar de alguma mesa redonda, subia ao palco com uma bolsa tiracolo, que tinha ganhado em algum congresso. Não usava celular, não usava o termo “reverendo” antes de seu nome, e explicou que essa palavra quer dizer “aquele a quem se deve reverência”; portanto, é estranha a sua auto aplicação.

Me disse que sou cartesiana, e ele: “Sou mais Pascal. Não acredito na razão.

Na matemática, no entanto, o belo é o simples; a simplicidade é elegância. Maraschin é belo em todos os sentidos.

Carmen Kawano